Após uma fase imersa na melancolia, esfriei a cabeça e deixei, aos poucos, as incomodações para lá. Foi difícil desistir de tanta coisa que eu acreditava, almejava dia após dia, noite após noite, mas, após um exame de consciência e um desabafo escutado pelo meu Pai do Céu (que nunca me deixa na mão. Obrigada, obrigada e obrigada, mais uma vez!), percebi que era pior me entregar aos pensamentos sombrios. Era a hora de seguir em frente, deixar as coisas acontecerem, afinal, ficar parada era o pior que eu podia fazer, em especial se queria alcançar o meu objetivo.
Este momento me remeteu ao Pat Peoples, personagem do livro "O Lado Bom da Vida" (que atrasei bastante a leitura). Seu foco era reconquistar a ex-mulher, com quem não mantinha contato há, explícito umas boas páginas depois, quatro anos por ele estar internado em uma clínica psiquiátrica. Por Nikki, ele se transformou (mental e fisicamente), recomeçando uma nova vida e vendo-a de outra maneira.
Talvez ainda demore para eu encontrar (de fato) o meu lado bom da vida (ele realmente existe?), mas já percebi que o passar do tempo vai mudando essa perspectiva, as prioridades de repente invertem, pessoas novas aparecem na nossa vida, sonhos novos.
Contento-me, hoje, em seguir com a alegria de ter ideias novas (para o meu livro, para a vida também), ter na memória aqueles olhos castanhos embelezados pelo sorriso que consegui arrancar, a surpresa com o clímax de uma série ou daquele bom livro, as notas que também mudaram e ver que, apesar de anos já terem se passado, continuo com aquelas mesmas pessoas do meu lado, cativando-as todos os dias, como é de meu costume.
O que será o lado bom da minha vida no futuro? Não sei, mas até consigo imaginar, e tem muito a ver com o que está acontecendo agora.

0 comentários:
Postar um comentário