Talvez não ser é ser sem que tu sejas.
Sem que vás cortando o meio dia com uma flor azul.
Sem que caminhes mais tarde pela névoa e pelos tijolos.
Sem essa luz que levas na mão.
Que, talvez, outros não verão dourada.
Que, talvez, ninguém soube que crescia.
Como a origem vermelha da rosa.
Sem que sejas, enfim.
Sem que viesses brusca, incitante, conhecer a minha vida.
Rajada de roseira, trigo do vento.
E, desde então, sou porque tu és.
E, desde então, és, sou e somos.
E, por amor,
Serei, serás, seremos.
Pablo Neruda
Sem que vás cortando o meio dia com uma flor azul.
Sem que caminhes mais tarde pela névoa e pelos tijolos.
Sem essa luz que levas na mão.
Que, talvez, outros não verão dourada.
Que, talvez, ninguém soube que crescia.
Como a origem vermelha da rosa.
Sem que sejas, enfim.
Sem que viesses brusca, incitante, conhecer a minha vida.
Rajada de roseira, trigo do vento.
E, desde então, sou porque tu és.
E, desde então, és, sou e somos.
E, por amor,
Serei, serás, seremos.
Pablo Neruda

4 comentários:
Oi Lara! Pablo Neruda é demais <3 leio sempre que posso!
Suuuper beijo!
Tem post novo sobre "it girl" e feminismo corre lá!
vishamiga.blogspot.com
Já li e comentei, Milena. Pablo Neruda é um gênio! :)
Beijos,
Lara.
Neruda sempre mitando, adorei <3
bom final de semana :)
Red Behavior
Sempre, Duda :) Obrigada pela visita!
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